Maiores Empresas de Importação e Exportação do Brasil

Descubra quem são as maiores empresas de importação e exportação do Brasil e como PMEs podem competir no comércio exterior com assessoria especializada....
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Vista aérea de terminal portuário com contêineres, ilustrando as maiores empresas de importação e exportação do Brasil

Quando se fala nas maiores empresas de importação e exportação do Brasil, a lista costuma trazer nomes como Vale, Petrobras e as grandes tradings do agronegócio — companhias com faturamento bilionário, departamentos de comércio exterior próprios e décadas de operação internacional. Para o empresário de uma pequena ou média empresa que está avaliando importar ou exportar pela primeira vez, essa comparação pode parecer intimidadora. Mas entender como esse mercado é estruturado — e onde exatamente as PMEs se encaixam nele — é o primeiro passo para competir de forma inteligente, sem tentar replicar uma estrutura que não faz sentido para o seu porte de operação.

Como está estruturado o comércio exterior brasileiro hoje

Antes de falar em grandes players, vale entender a fotografia atual da balança comercial Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em janeiro de 2026, o Brasil fechou 2025 com superávit comercial de US$ 68,3 bilhões — uma queda de 7,9% frente ao resultado de 2024 (US$ 74,2 bilhões), mas ainda assim um dos maiores da série histórica. As exportações somaram US$ 348,7 bilhões (recorde histórico) e as importações chegaram a US$ 280,4 bilhões, com a corrente de comércio total atingindo US$ 629,1 bilhões, alta de 4,9% em relação ao ano anterior.

Dois setores puxaram o crescimento das exportações em 2025: a agropecuária, com alta de 7,1% (chegando a US$ 77,6 bilhões), e a indústria de transformação, com crescimento de 3,8% (US$ 188,7 bilhões). Produtos como carne bovina (+42,5%) e café (+31,1%) tiveram desempenho particularmente forte. Do lado das importações, o crescimento foi de 6,7% em relação a 2024 — reflexo direto do aumento do consumo interno e da retomada de investimentos em bens de capital e insumos importados por empresas de todos os portes.

Esse panorama confirma um traço estrutural do comércio exterior brasileiro: ele é, historicamente, puxado por commodities — minério de ferro, petróleo, grãos, celulose, proteína animal — e concentrado em poucas empresas de grande porte. Ao mesmo tempo, o número de empresas exportadoras brasileiras bate recorde ano após ano, o que mostra que a base de negócios que participa do comércio internacional está se ampliando, mesmo que a concentração de valor continue nas mãos dos grandes grupos.

Quem são as maiores empresas de importação e exportação do Brasil

Não existe um único ranking oficial e permanente das maiores empresas de importação e exportação do Brasil — os levantamentos variam conforme a metodologia (receita externa, volume exportado, participação percentual no total) e o ano-base. Ainda assim, alguns nomes aparecem de forma consistente no topo dessas listas, organizados por setor.

Agronegócio e commodities agrícolas

O agronegócio é um dos pilares mais consistentes das exportações brasileiras, e sua cadeia é dominada por um grupo restrito de tradings globais conhecido pelo acrônimo ABCD — Archer Daniels Midland (ADM), Bunge, Cargill e Louis Dreyfus Company — que juntas respondem por parcela relevante do comércio mundial de commodities agrícolas. No Brasil, a Cargill atua conectando produtores de soja, milho e derivados aos mercados globais; a Bunge está no país desde 1914 e opera dezenas de unidades entre fábricas, portos e centros de distribuição; e a Louis Dreyfus Company integra o mesmo grupo de grandes originadoras de grãos. Mais recentemente, a chinesa Cofco — presente no Brasil desde a década de 1970 — ampliou fortemente sua estrutura de armazenagem e processamento, e passou a figurar entre as maiores compradoras de soja e milho brasileiros, segundo levantamentos setoriais recentes.

Energia e mineração

No topo das exportadoras brasileiras aparecem, de forma praticamente constante, a Vale — maior produtora global de minério de ferro e pelotas, respondendo por parcela expressiva das exportações totais do país — e a Petrobras, maior exportadora de óleos brutos e combustíveis e a principal empresa brasileira em valor de mercado. Companhias como a Shell Brasil e a CSN Mineração também aparecem entre as maiores exportadoras do setor de energia e mineração em levantamentos recentes de receita externa.

Proteína animal, celulose e tradings diversificadas

A JBS, maior processadora de carnes do mundo, exporta carne bovina, suína, de frango e produtos de valor agregado para centenas de destinos. A Suzano é uma das maiores exportadoras globais de celulose. E companhias como a Amaggi somam relevância crescente no agronegócio exportador. Do lado das grandes importadoras corporativas — empresas que trazem para o Brasil insumos, máquinas e componentes em larga escala — o padrão se repete: estrutura própria de comércio exterior, contratos de longo prazo com armadores e agentes de carga, e times dedicados a tratamento tributário aduaneiro e regulatório.

EmpresaSetor principalPosição no comércio exterior
ValeMinério de ferro e mineraçãoUma das maiores exportadoras do país em valor
PetrobrasPetróleo e combustíveisEntre as maiores exportadoras, líder em óleos brutos
Cargill AgrícolaAgronegócio (soja, milho, derivados)Uma das maiores tradings agrícolas do país
BungeAgronegócio (grãos e oleaginosas)Líder em originação de grãos no Brasil
JBSProteína animalMaior processadora de carnes do mundo
SuzanoCelulose e papelUma das maiores exportadoras globais de celulose
Louis Dreyfus CompanyAgronegócioIntegrante do grupo ABCD de tradings globais
CofcoAgronegócio (grãos)Grande compradora de soja e milho brasileiros

Observação: participações percentuais e posições em ranking variam conforme a metodologia e o ano-base da pesquisa consultada. Para decisões estratégicas, recomendamos validar este dado com fonte oficial (MDIC/Comex Stat) ou especialista responsável.

PMEs no comércio exterior brasileiro: o retrato real

Aqui está o dado que mais importa para quem lê este texto pensando na própria empresa: o Brasil fechou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número da série histórica, segundo o MDIC. Nesse universo, microempresas e microempreendedores individuais (MEIs) saltaram de 13% para 20,7% do total de exportadores entre 2015 e 2025, e as empresas de pequeno porte (EPPs) somam mais 5,7 mil companhias. Ou seja: em número de empresas, as PMEs já são maioria relevante no comércio exterior brasileiro.

Mas há uma distância enorme entre participar e ter peso no valor total. Em valor exportado, microempresas e MEIs responderam por apenas 0,3% do total em 2025 (cerca de US$ 870,8 milhões), e as EPPs por 0,5% (US$ 1,8 bilhão). As médias e grandes empresas concentraram 92,1% de todo o valor exportado pelo país — cerca de US$ 320,9 bilhões. Esse contraste resume o desafio estrutural de qualquer PME que decide importar ou exportar: o mercado é aberto e crescente em número de participantes, mas a escala de operação, o poder de negociação e a estrutura interna das grandes empresas ainda concentram a maior parte do valor movimentado.

É justamente nesse ponto que a pergunta muda de “como virar uma grande importadora” para “como operar de forma competitiva sem precisar ser uma”. Empresas que buscam entender melhor esse caminho costumam pesquisar primeiro importação para pequenas empresas antes de decidir qual modelo de operação faz sentido para o seu volume e o seu momento.

Grande importadora com estrutura própria x PME com assessoria especializada

AspectoGrande importadora (estrutura própria)PME com assessoria de importação
Departamento de comércio exteriorEquipe interna dedicada a comex, tributário e logísticaEquipe especializada terceirizada, sem custo fixo de folha
Radar SiscomexHabilitação própria em limite elevado, gerida internamenteHabilitação própria obrigatória (em qualquer modalidade), com apoio para dimensionar o limite adequado
Escala de operaçãoMúltiplos contêineres por mês, maior poder de negociação com armadoresOperações pontuais ou recorrentes, com ganho de escala via contêiner compartilhado
Tratamento tributárioPlanejamento tributário aduaneiro contínuo, com time próprioSuporte especializado avaliando cada operação individualmente
Investimento inicialAlto — estrutura fixa, sistemas próprios, contratação de equipeBaixo e proporcional ao volume, sem imobilizar capital em estrutura

Como uma PME pode competir sem ter a estrutura de uma grande importadora

Nenhuma PME precisa montar um departamento de comércio exterior do tamanho do de uma Vale ou de uma Bunge para importar ou exportar de forma competitiva. O caminho mais eficiente costuma envolver alguns movimentos combinados:

  • Terceirizar o tratamento administrativo, tributário e logístico da operação para uma assessoria especializada, em vez de contratar e treinar uma equipe interna do zero.
  • Consolidar cargas com outras empresas por meio de contêiner compartilhado, reduzindo o custo unitário de frete em operações de menor volume.
  • Habilitar o próprio Radar Siscomex no limite adequado ao volume real de importação, evitando tanto a subutilização quanto o risco de operar fora da capacidade declarada.
  • Escolher entre importação direta, por conta e ordem de terceiros ou por encomenda com base no modelo tributário e operacional mais vantajoso para o negócio — e não apenas pela facilidade aparente de cada modalidade.
  • Investir tempo na escolha do parceiro certo, avaliando histórico, transparência de custos e aderência ao setor da empresa antes de fechar contrato.

Esse último ponto costuma ser subestimado. A diferença entre uma operação de importação lucrativa e uma operação que corrói margem geralmente está na escolha do parceiro certo, não no tamanho da estrutura interna da empresa. Por isso vale entender com calma como escolher uma empresa de importação antes de assinar qualquer contrato.

Erros comuns de PMEs tentando replicar a estrutura de uma grande empresa

É comum que empresários, ao pesquisar sobre as maiores empresas de importação e exportação do Brasil, tentem replicar internamente práticas que só fazem sentido em escala industrial. Alguns dos erros mais frequentes:

  • Contratar um profissional de comex antes de ter volume que justifique o custo fixo — o resultado costuma ser uma folha de pagamento que pesa mais do que a economia gerada nas primeiras operações.
  • Achar que contratar uma trading dispensa a habilitação de Radar Siscomex própria — não é isso que ocorre. Seja na importação direta, por conta e ordem de terceiros ou por encomenda, a legislação (IN RFB nº 1861/2018) exige que o adquirente ou encomendante tenha seu próprio Radar habilitado junto à Receita Federal. A trading ou o operador logístico executa parte do processo, mas não substitui essa exigência.
  • Negociar frete isoladamente, sem escala, pagando valores muito acima do que uma operação consolidada conseguiria.
  • Classificar produtos na NCM sem apoio técnico, gerando risco de autuação, retrabalho no despacho aduaneiro e custo tributário maior do que o necessário.
  • Tratar a importação como evento pontual em vez de processo recorrente, perdendo a curva de aprendizado e negociação que fortalece operações seguintes.

Como a Garbari resolve isso: o Método Garbari

A Garbari Imports atua desde 2008, em Itajaí-SC, como parceira estratégica de PMEs que precisam operar comércio exterior com a mesma segurança de uma grande importadora, sem precisar construir a estrutura interna de uma. Isso se traduz no Método Garbari, organizado em três pilares:

  • Tratamento Administrativo — organização documental, gestão de prazos e acompanhamento de todas as etapas do processo de importação, do fechamento com o fornecedor ao desembaraço.
  • Tratamento Tributário — análise da modalidade de importação mais adequada (direta, por conta e ordem ou por encomenda) e do enquadramento fiscal de cada operação, sempre respeitando as exigências legais aplicáveis, incluindo a habilitação de Radar Siscomex do próprio cliente.
  • Tratamento Logístico — planejamento de frete, consolidação de cargas via contêiner compartilhado quando faz sentido para o volume, e acompanhamento do transporte internacional até a entrega porta a porta.

Esse modelo não promete eliminar riscos ou custos do comércio exterior — nenhuma assessoria pode garantir isso. O que ele oferece é uma estrutura de apoio dimensionada para o porte real da empresa, permitindo que uma PME opere com o mesmo nível de organização técnica de uma grande importadora, sem arcar com o custo fixo de montar esse departamento internamente. Para entender com mais detalhe o que está incluído nesse tipo de suporte, vale a leitura de o que é uma assessoria de importação.

Perguntas frequentes sobre as maiores empresas de importação e exportação do Brasil

Uma PME pode importar sem depender de uma trading ou de departamento próprio de comex?

Sim. É esse, inclusive, o modelo mais comum entre PMEs que importam no Brasil: contratar uma assessoria especializada para conduzir o tratamento administrativo, tributário e logístico da operação, mantendo a habilitação de Radar Siscomex em nome da própria empresa importadora.

Qual a diferença entre contratar uma trading e contratar uma assessoria de importação?

Na importação por encomenda ou por conta e ordem de terceiros através de uma trading, a operação de comércio exterior é registrada em nome da trading, com o cliente figurando como adquirente ou encomendante — que, mesmo assim, precisa ter Radar Siscomex próprio habilitado. Já na assessoria de importação, a empresa opera em seu próprio nome (importação direta), com apoio técnico da assessoria em todas as etapas. A escolha entre os modelos depende do perfil tributário e operacional de cada negócio.

É verdade que só empresas grandes conseguem operar com Radar Siscomex em limite alto?

Não necessariamente. O limite do Radar Siscomex é dimensionado com base na capacidade financeira e operacional declarada pela empresa, e pode ser ampliado conforme o histórico de operações. PMEs costumam começar com limites menores e ampliá-los gradualmente, com apoio de assessoria especializada na organização da documentação exigida.

Onde encontro dados oficiais e atualizados sobre a balança comercial brasileira?

A fonte oficial é o sistema Comex Stat, mantido pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, que disponibiliza dados públicos e atualizados de exportações e importações por produto, país e unidade federativa. Recomendamos sempre validar números específicos diretamente nessa fonte antes de decisões estratégicas.

Minha empresa precisa ter o porte de uma das maiores importadoras do Brasil para importar com segurança?

Não. Segurança na importação está mais relacionada à qualidade do tratamento documental, tributário e logístico da operação do que ao tamanho da empresa. PMEs bem assessoradas conseguem operar com o mesmo grau de conformidade regulatória de grandes importadoras, ajustando volume e frequência ao seu próprio ritmo de crescimento.


As maiores empresas de importação e exportação do Brasil chegaram onde estão com décadas de escala, estrutura própria e poder de negociação que poucas PMEs terão condições — ou necessidade — de replicar. A boa notícia é que competir no comércio exterior brasileiro não exige isso. Exige tratamento técnico correto, parceiro certo e operação dimensionada para o seu porte real.

Quer importar com segurança e previsibilidade?

A Garbari Imports é sua parceira estratégica em comércio exterior — cuidamos do Tratamento Administrativo, Tributário e Logístico da sua importação, do início ao fim.

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