Uma trading em Santa Catarina conduz a importação por um dos estados com maior concentração de portos, despachantes aduaneiros e benefícios fiscais do Brasil — em 2025, os terminais catarinenses movimentaram 65,7 milhões de toneladas somados. Para quem está inseguro na primeira importação, entender o que uma trading faz e como escolher a modalidade certa (trading ou assessoria por conta e ordem) evita erros que custam caro.
O que é uma trading company e qual sua função
Uma trading company é uma empresa que atua como intermediária entre fabricantes e compradores nas operações de importação e exportação, importando com o próprio CNPJ e revendendo a mercadoria ao cliente final. As empresas de trading cuidam da parte burocrática da importação — desde a análise documental do fornecedor até a liberação alfandegária em solo nacional — e costumam também gerenciar armazenagem e distribuição.
É importante não confundir esse modelo com a assessoria de importação por conta e ordem, na qual a operação é conduzida em nome do próprio cliente, que mantém a titularidade da importação. Veja o comparativo completo: Conta e Ordem vs Trading: Qual Modalidade Escolher?
Por que Santa Catarina concentra tradings e assessorias de importação
Santa Catarina reúne cinco complexos portuários ativos — Itajaí/Navegantes, Itapoá, São Francisco do Sul e Imbituba — e o regime especial TTD 409, que permite diferir o ICMS devido na importação. Essa combinação de infraestrutura portuária e benefício fiscal atraiu, ao longo de décadas, uma das maiores concentrações de empresas de comércio exterior do Brasil.
| Porto catarinense | Movimentação 2025 |
|---|---|
| São Francisco do Sul | 17,5 milhões de toneladas |
| Itapoá | 15,5 milhões de toneladas |
| Portonave (Navegantes) | 10,8 milhões de toneladas |
| Imbituba | 7 milhões de toneladas |
| Itajaí (público) | 4,7 milhões de toneladas |
O que você precisa para fazer sua primeira importação
Documentação
Uma das partes mais importantes da importação é reunir corretamente os documentos de instrução do despacho aduaneiro. Erros ou inconsistências nessa documentação aumentam o risco de exigências fiscais e atraso na liberação da carga. Os principais documentos são:
- Certificado de origem: emitido pelo exportador, comprova a origem dos produtos — usado quando há acordo comercial entre o país exportador e o Brasil.
- Packing List (Romaneio de Carga): lista a organização das embalagens e volumes fiscais do embarque.
- Commercial Invoice (Fatura Comercial): documento emitido pelo exportador com quantidade, preço, moeda e forma de pagamento — instrui o despacho aduaneiro.
- Conhecimento de embarque (HBL/AWB): comprova a posse da carga pela transportadora e o compromisso de entrega ao destinatário. Varia conforme o modal — marítimo, aéreo, ferroviário ou rodoviário.
Habilitação no RADAR da Receita Federal
Um dos primeiros passos da importação é a habilitação da empresa importadora no RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) da Receita Federal — sistema que disponibiliza, em tempo real, informações sobre as atividades aduaneiras, contábeis e fiscais do importador, e é usado para combater fraudes em operações de comércio exterior. Sem o RADAR habilitado, não é possível registrar uma Declaração de Importação (DI) ou DUIMP.
Erros comuns na importação via trading em Santa Catarina
- Deixar a habilitação do RADAR para depois de fechar o pedido com o fornecedor: o processo tem prazo e pode atrasar a operação se não for iniciado com antecedência.
- Não revisar a classificação fiscal (NCM) antes do embarque: um NCM incorreto altera a carga tributária e pode exigir licenciamento adicional.
- Confundir trading com assessoria por conta e ordem: os dois modelos têm implicações diferentes de custo, controle e transparência — vale entender qual se encaixa melhor no seu negócio antes de fechar contrato.
- Não avaliar o enquadramento no TTD 409 antes da operação: o regime tem requisitos de habilitação prévia junto ao estado.
Como a Garbari Imports conduz operações por Santa Catarina
A Garbari Imports é uma assessoria de importação sediada em Itajaí-SC desde 2008, com experiência e relacionamento consolidado com despachantes, recintos alfandegados e negociantes internacionais. Organizamos cada operação em três frentes — o Método Garbari: Tratamento Administrativo (documentação, licenças e habilitação de RADAR), Tratamento Tributário (classificação fiscal e aplicação do TTD 409) e Tratamento Logístico (frete, armazenagem e entrega porta a porta).
Perguntas frequentes
Trading e assessoria de importação são a mesma coisa?
Não. Uma trading importa com o próprio CNPJ e revende ao cliente. Uma assessoria por conta e ordem conduz a operação em nome do próprio importador, que mantém a titularidade da importação e maior visibilidade sobre os custos de cada etapa.
Preciso ter empresa aberta em Santa Catarina para importar pelo estado?
Não. Empresas de qualquer estado podem nacionalizar carga em portos catarinenses e acessar o TTD 409, desde que sigam os requisitos de habilitação do regime e utilizem uma assessoria habilitada no estado.
Quanto tempo leva para habilitar o RADAR?
O prazo varia conforme o tipo de habilitação (limitada, ilimitada ou expressa) e a análise da Receita Federal. Recomendamos iniciar o processo com antecedência e validar o prazo específico com uma assessoria especializada. Veja mais em: RADAR Siscomex: Limitado, Ilimitado ou Expresso.
Qual a diferença entre importar por Itajaí e por outros portos de SC?
A escolha do porto depende da rota do fornecedor, do tipo de contêiner e do perfil de carga. Veja o panorama completo dos portos catarinenses em: Despacho Aduaneiro em Santa Catarina.
Pronto para dar o primeiro passo na sua importação?
A Garbari Imports está sediada em Santa Catarina desde 2008 e conduz importações com segurança, do RADAR ao desembaraço aduaneiro, aplicando os benefícios fiscais do estado e entregando porta a porta em qualquer lugar do Brasil.
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